quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Educação e capacitação para a água

       A água é um recurso escasso e indispensável para a vida, por isso deve ser cuidada e aproveitada toda sua capacidade. Muitos recursos econômicos são colocados para transformá-la potável e depois ela é consumida em fins menos nobres como limpeza de calçada, rega de jardim, etc. Para driblar o desperdício,  desenvolvem-se alternativas que podem permitir a diminuição dos impactos ambientais. Estudos mostram as necessidades de água para usos nobres e os que podem ser substituídos, por exemplo, por água de chuva. 
       O município de Campinas é exemplo nacional quanto ao tratamento da água e do esgoto. É captada água dos Rios Atibaia e Capivari, sendo que o Atibaia é responsável por 95% do abastecimento da cidade. A Sanasa é responsável pelos serviços de saneamento em Campinas, o que engloba a captação, adução, tratamento, preservação e distribuição de água potável, além da coleta, afastamento e tratamento do esgoto doméstico do município. Atualmente, a empresa municipal atende a cerca de 98% da população urbana de Campinas com 6 estações de tratamento de água, as chamadas ETAs. Segundo a Sanasa, a principal vulnerabilidade do sistema de abastecimento público de água em Campinas são os acidentes provindos de transporte de produtos perigosos, que englobam, sobretudo, o transporte de derivados do petróleo do polo petroquímico de Paulínia e pela indústria canavieira regional, tendo em vista que as principais vias de transporte destes produtos, como a rodovia Dom Pedro I e a Anhanguera, cortam os “corpos d´água” que abastecem nossos mananciais.

       Em Blumenau (SC) foi construída, em 1943, a primeira estação de tratamento de água de Blumenau, que tornou-se o Museu da Água em 1999, idealizado e mantido pelo SAMAE (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto). A estação continua em funcionamento, permitindo ao visitante ver todo o processo de purificação da água retirada do Rio Itajaí-Açu antes de entrar na rede de abastecimento da cidade. Procura-se passar uma imagem de que a água não serve apenas para a existência da vida, mas também possui diversas aplicações. Por tudo isso, o local é hoje um espaço para a educação ambiental, em que o visitante é capaz de acompanhar o tratamento de água passo a passo. O museu mantém um acervo de equipamentos utilizados para aqueles fins, tanto atualmente, como no passado.
       Já em Piracicaba (SP), o "Museu da Água de Piracicaba" foi construído em 1887 e, antes de virar museu, em 2000, funcionou como a primeira Estação de Captação de Bombeamento de Água da cidade. Anteriormente, havia dois casarões, restando atualmente apenas um, que foi preservado e encontram-se nele dois conjuntos de turbina e bomba que no início do século XX foram responsáveis pelo bombeamento de água do Rio Piracicaba até a região central da cidade. Visando a Educação Ambiental, o Museu da Água procura conscientizar os visitantes e as futuras gerações sobre o uso da água, tendo como principal objetivo, contribuir pra as mudanças de atitudes humanas em relação ao ambiente.

       Em Florianópolis, a Vigilância da Qualidade da Água de Consumo Humano (VIGIAGUA) tem como finalidade o mapeamento de áreas de risco quanto à potabilidade da água para consumo humano, em determinado território, com vistas à redução da morbimortalidade por doenças e agravos de veiculação hídrica, avaliação, gerenciamento e comunicação do risco à saúde decorrente das condições sanitárias das diversas formas de abastecimento de água, monitoramento sistemático da potabilidade da água para consumo humano, nos termos da legislação vigente e coordenação do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água (SISAGUA). Esta área é responsável pela coordenação, avaliação e análise do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água de Consumo Humano - SISAGUA e pela identificação, acompanhamento e avaliação das ações e metas pactuadas pelos municípios no PACTO pela Saúde e PAVS.


       Atualmente, o conhecimento sobre a água está crescendo tão rapidamente quanto à necessidade de capacitação dos profissionais do setor hídrico. Por isso, o desenvolvimento profissional contínuo é essencial em relação aos últimos desenvolvimentos na área. O IHE (Institute for Water Education, UNESCO) em Delft, nos Países Baixos, é o maior estabelecimento de pesquisa e de formação de doutores na área hídrica. Ele conduz pesquisa, atividades de formação e capacitação em água, meio ambiente e infraestrutura relacionada à água. Algo deste tipo deveria ser desenvolvido no Brasil, para que através de educação e conhecimento na área, o uso da água fosse mais consciente e seu desperdício fosse evitado.


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