terça-feira, 31 de julho de 2012

Clima pode extinguir centenas de espécies dentro de 50 anos

       Estudo coordenado por biólogo britânico e publicado na revista Nature, reuniu trabalho de pesquisadores de várias partes do mundo, e prevê que o aumento na temperatura média da Terra pode afetar os habitats naturais de espécies levando-as à extinção.
       O estudo comandado por Chris Thomas, biólogo britânico da Universidade de Leeds, foi publicado na revista Nature. A pesquisa reuniu o trabalho de vários pesquisadores do mundo, entre eles o da bióloga brasileira Marinez Ferreira de Siqueira, do Centro de Referência em Informação Ambiental de Campinas. Segundo o estudo, que prevê um aumento de 2°C na temperatura média da Terra, 52% das espécies poderiam ser extintas, devido ao desaparecimento de seus habitats naturais.
 “A ação política global ainda sim poderia salvar um número enorme de espécies, tomando em conta que existem grandes diferenças nas extinções projetadas para aquecimento global mínimo ou máximo.” - Marinez Ferreira de Siqueira (Bióloga e Pesquisadora do Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) – Campinas).
        A base da pesquisa tomou a existência de uma ideia de como uma série de condições (precipitação, temperatura, sazonalidade, etc.), poderiam influenciar na sobrevivência de certo grupo de seres vivos.  Em seguida, foram utilizados modelos de condições futuras para permitir a identificação da possibilidade de algumas espécies continuarem existindo.
Murici (Byrsonima coccolobifolia)


“No pior dos cenários, isso poderia acabar acontecendo para 75 de um total de 163 espécies de árvores do Cerrado, como a douradinha (Palicourea rigida) ou o murici (Byrsonima coccolobifolia)." – Marinez Ferreira de Siqueira, ao analisar os efeitos das alterações climáticas nas árvores do Cerrado.





       Entender como interagem as mudanças climáticas com a distribuição da espécie é apenas o começo.  Segundo o Ambiente Brasil, os resultados obtidos são de extrema importância para a tomada de consciência da necessidade de investimento do país nessas áreas de pesquisa. O Brasil tem um vasto território e ainda existe muito a ser estudado. Proporcionar um desenvolvimento de ferramentas de análises e de ambientes computacionais para gerar uma base para tomada de decisão sobre conservação da biodiversidade brasileira é de extrema importância.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ciclovias Já!

http://www.youtube.com/watch?v=vMaEjGZ2qbg&feature=plcp

Promover o uso sustentável e a governança dos oceanos

Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura), os oceanos desempenham complexo essencial na regulamentação do sistema climático, absorvendo a cada ano aproximadamente 25% de todo o dióxido de carbono que emitimos. Os oceanos têm-nos poupado de mudanças climáticas catastróficas, contudo, há consequências: a acidez dos oceanos está aumentando, trazendo sérios riscos para os corais com a “osteoporose do mar”, por exemplo, além de absorver maior parte do aquecimento gerado pela mudança climática. Tais mudanças trazem risco de alteração dos padrões normais de circulação dos oceanos, que influenciam nosso clima.

“A transição para as economias azuis e verdes é indispensável para gerar postos de trabalho, mitigar a rápida degradação dos oceanos e lidar com os desastres naturais e com aqueles causados pela ação do homem, bem como com os desafios globais emergentes, por exemplo, a mudança climática.” –UNESCO


Em Florianópolis a situação dos mares, ambientalmente, é alarmante. Praias populares estão sendo poluídas e o nível do mar aumentando, como ocorreu na Praia da Armação em 2010. É claro que providências foram tomadas a respeito desta situação, que era mais urgente, pois comprometia uma população, porém, as medidas tomadas são apenas provisórias, pois qualquer outro fenômeno natural pode tornar a destruí-las.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Educação Ambiental

       A Educação ambiental se trata de um processo de aprendizagem continua e uma filosofia de trabalho dos quais visam adequar a todos envolvidos num meio populacional: famílias, escolas e sociedade. Caracteriza-se por inserir as dimensões socioeconômica, política, cultural e histórica, devendo considerar cada lugar sob uma perspectiva diferente, para permitir a compreensão da interdependência entre os componentes do meio. De forma geral, este processo educativo não é complexo se os envolvidos estejam conscientes, e mesmo assim, precisam aprender a “executar suas consciências”, e é isso que a educação ambiental proporciona.
        Os objetivos da educação ambiental se direcionam para a formação integral de um cidadão, enquanto inserido na sociedade e no meio ambiente. Visa transmitir conhecimentos sobre os recursos naturais, valores e atitudes voltados para o desenvolvimento de uma sociedade comprometida com os problemas ambientais, para proporcionar condições adequadas para atuais e futuras gerações.

- Consciência: ajudar os cidadãos e grupos sociais a sensibilizarem-se a adquirirem consciência do meio ambiente global e suas questões;

- Conhecimentos: ajudar a adquirir diversidade de experiências e compreensão fundamental sobre o meio ambiente e seus problemas;

- Comportamento: ajudar a comprometerem-se com uma série de valores, e a sentirem interesse pelo meio ambiente, participando de sua proteção e melhoria;

- Habilidades: ajudar a adquirir as habilidades necessárias para identificar e resolver problemas ambientais;

- Participação: proporcionar a possibilidade de participar de tarefas que tem por objetivo resolver problemas ambientais.
       Pequenas atitudes como reduzir tempo de uso do chuveiro, separar o lixo em casa e criar um modelo de reaproveitamento de resíduos, cuidar com o consumo exagerado e desnecessário, já são formas de incentivo a educação ambiental no dia-a-dia, principalmente se passada adequadamente aos mais jovens. Estimular as escolas instruir as crianças a cuidar de forma adequada do meio ambiente, também é outra forma, pois elas levarão as ideias às suas famílias, de modo que todos fiquem conscientes.
       Um exemplo de ações voltadas à Educação Ambiental é o que há na ilha de Caratateua, distrito de Outeiro, a 35 km do centro da cidade de Belém (PA). A Fundação Centro de Referência em Educação Ambiental Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira (Funbosque), está situada em uma área preservada de floresta tropical de aproximadamente 120.000 m², e as instalações físicas da escola ocupam o correspondente a 3,4% desta área, equivalente a 4.100 m², mantendo coerência com a sua proposta pedagógico-ambiental. A inciativa para a criação da Funbosque partiu das aspirações e da mobilização da comunidade de Outeiro, uma área onde a população predominante é a de famílias de baixa renda, que se conscientizaram sobre a necessidade da preservação do meio ambiente e propiciaram uma educação integrada à natureza da região.
A Funbosque tornou-se um Centro de Referência em Educação Ambiental, para a implantação do Sistema Municipal de Educação Ambiental, visando à realização de pesquisas na área de meio ambiente e educação ambiental, para atuação junto às comunidades das áreas insulares de Belém. Contribui para a capacitação de lideranças locais, a geração de emprego e renda nas comunidades mais carentes e o desenvolvimento de uma consciência ambiental crítica entre crianças, jovens e adultos das ilhas de Belém.
Outro exemplo de sucesso em educação ambiental, é o Parque Nacional de Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Lá há uma Escola Parque, pelo qual se recebem visitas de escolas, universidades e de quem possui interesse em desfrutar da Unidade e se aprimorar nos conhecimentos que a região oferece para programas de conscientização ambiental. Busca informar e sensibilizar os visitantes, relacionando a sociedade, cultura e natureza. Os grupos são recebidos pela equipe de educadores da Escola Parque. No decorrer das atividades o grupo passa pela Escola Parque onde vivencia, através de atividades de informação e sensibilização ambiental, o contato com a natureza.
Em Florianópolis, podemos evidenciar a Escola do Mar, localizada na Praia do Forte, Norte da Ilha. É um espaço de referência em Educação Ambiental Marinha e Costeira na região da Grande Florianópolis. Entre seus objetivos, estão: realizar atividades que contribuam com a sustentabilidade na cidade através da sensibilização dos cidadãos aos problemas ambientais do município e região, organizando, além de atividades de Educação Ambiental para o Ensino Infantil, Fundamental e Médio, eventos educativos e pedagógicos, com ênfase em educação ambiental e marinha e costeira.
       No artigo 225 da Constituição Federal de 1988, está assegurado o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. É de responsabilidade do Poder Público garantir a efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, como promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente (inc. VI do art. 225 da CF).
       Alex Eckschmidt pretende implantar projetos de lei que proporcionem a utilização da  educação ambiental nos centros de educação (escolas e universidades)ambientes públicos, e que sejam incentivados no ambiente privado,  proporcionando a todas as pessoas o acesso a este direito comum. Desta forma, através da ajuda da lei, as pessoas terão maiores oportunidades de desenvolverem a consciência de seus atos e colaborar com uma sociedade mais justa para com o meio ambiente.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Fatma confirma: as estações de esgoto da Casan não funcionam

Em Florianópolis, Há oito estações de tratamento de esgoto da Casan, porém nenhuma está tendo tratamento adequado, o que acaba acarretando na transformação destas em agentes poluidores. Isso foi confirmado em relatório, pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), no dia 29 de junho de 2012. Unidades são operadas clandestinamente, isto é, sem licença ambiental e estão ameaçando a saúde pública, a maricultura, a balneabilidade e a pesca. Os problemas foram constatados pelos engenheiros sanitaristas e ambientais da Fatma, Anderson Atkinson da Cunha, Bianca Damo Ranzi, Bruno Caviquioni Hillesheim e Wesley Cárdia, mais o geógrafo Carlos Eduardo Soares, nas vistorias realizadas entre os dias 26 de março e 22 de junho de 2012.
Apenas uma das nove estações de tratamento possui Licença Ambiental de Operação (LAO), mas se localiza no município de Rancho Queimado. Ou seja, nenhuma das unidades da Casan em Florianópolis funciona como deveria.
A ETE Canasvieiras se encontra em uma situação grave. Tem funcionado até agora com Licença Ambiental de Operação vencida. Obras de ampliação estão sendo executadas para receber, além de todo o esgoto de Canasvieiras, o esgoto da Praia Bava, Ingleses, Cachoeira do Bom Jesus e Jurerê.
Resumo dos problemas encontrados nas análises das ETEs que levam à promoção de crimes ambientais*:
- Faltam licenças ambientais (licenças de operação, instalação, obras, etc) – Todas menos a ETE  Rancho Queimado;
- Ausência de laboratórios de análises de operação e serviços rotineiros – Todas menos a ETE Canasvieiras, que tem, mas está abandonado;
- Vazamento e contaminação nas instalações e no meio ambiente (solo, águas e ar) – Todas as ETEs;
- Problema de operação funcional das etapas do tratamento, falta de periodicidade, material, controle, orientação operacional, qualificação do operador – Todas;
- Problemas de qualidade do Tratamento nas Etapas do Sistema – Todas;
- Problemas de Manutenção e Conservação de Equipamentos e Instalações – Todas;
- Problemas de Segurança no Trabalho, sem Manual de Emergência, equipamentos e instalações inadequadas, desqualificação do operador – Todas;
- Inexistência de uma etapa de tratamento, por falta de equipamento e instalações – Todas;
- Baixa qualidade do efluente líquido lançado em corpo hídrico (rio, lagoa, mar) – Todas;
- Baixa capacidade e inadequação do corpo hídrico receptor – Todas menos Barra da Lagoa, Praia Brava e Rancho queimado;
- Acima da capacidade de suporte das instalações existentes – Praia Brava, Canasvieiras e Insular;
- Localização, instalações e Tratamento inadequados do Lodo – Adensador e deságua – Todas menos Rancho Queimado, Vila União e Potecas;
- Ausência de equipamentos de reserva para operação – Praia Brava, Saco Grande, Lagoa, Canasvieiras e Insular;
- Localização da ETE em área inadequada ambientalmente – Rancho queimado, Saco Grande, Vila União, Insular;
- Problema de ruptura nas instalações e meio físico – Canasvieiras, Insular e Potecas;
- Animais, lixo e resíduos estranhos na ETE Praia Brava, Saco Grande, Barra da Lagoa, Canasvieiras e Insular;
- Abandono total da ETE Praia Brava;
- Ausência de funcionário – Praia Brava, Barra da Lagoa, Vila União, Rancho Queimado;
- Ligação clandestina, sem licença ambiental – Saco Grande.
*Por Loureci Ribeiro, arquiteto e urbanista em entrevista sobre o tema na TV Floripa

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Questão Ciclovias em Florianópolis

                       
        O espaço onde é exclusivo para pessoas utilizarem bicicletas nas ruas é denominado Ciclovias. Existem diferentes terminologias para a Ciclovia, que também podemos chamar de Ciclofaixa ou Faixa compartilhada de acordo com suas características. As ciclovias são pistas totalmente separadas do tráfego geral e podem ser de um ou dois sentidos. As ciclofaixas são vias de mesmo sentido do tráfego geral, normalmente de mão única e separadas por uma faixa ou blocos de concreto. São denominadas faixas compartilhadas quando não há uma separação física, o que acontece é um alargamento da faixa geral de modo que comporte os automóveis e as bicicletas. São importantes para uma cidade pelo fato de protegerem os ciclistas, ajudar a reduzir o tráfego urbano de automóveis, elevar o índice de atividades físicas, fomentando a prática do esporte e consequentemente colaborando com a saúde da população. Ainda, a quantidade menos intensa de automóveis, colabora com a redução das emissões de gases poluentes, prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, entre eles os Gases de Efeito Estufa.
        Há poucas ciclovias na cidade de Florianópolis, e destas, a maioria está localizada no Centro da Cidade, na avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, mais conhecida como Beira-Mar Norte. Nas demais regiões da cidade, o número de ciclovias é ínfimo, e Florianópolis precisa urgente destas ciclovias que possam ligar os bairros ao Centro da Cidade.  Necessita-se de uma abrangência que consiga atender à população local e à demanda turística de pessoas que buscam cidades com mais recursos naturais e vias de transito mais seguras.
       Um exemplo de necessidade está entre as rodovias SC 405 que abrange o bairro do Rio Tavares até a avenida Osni Ortiga que liga o Campeche até a Lagoa da Conceição. Outra região com grande necessidade é a SC 401 que liga as praias do norte com o centro da cidade. Nesta rodovia, onde ocorre a prática do Iron Man (evento mundial de super triátlon), é lamentável a não existência de uma faixa única para as bicicletas. Outro ponto é a via de acesso que vai beirando o mar desde a praia Mole até os Ingleses, na rodovia João Gualberto Soares, onde a inexistência de ciclovias deixa os ciclistas em estado de insegurança.        Em comparação com outras cidades do Brasil, Curitiba é exemplo no quesito mobilidade urbana, a cidade possui mais ciclovias que a soma de São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte juntas e atende uma malha cicloviária de 120 km de ciclovias implantadas (22,5 km em construção em 2011); 4 km de Ciclofaixas de Lazer e 43 km projetados (que incluem as obras do eixo Aeroporto/Rodoferroviária e do Metrô Curitibano) sendo a segunda maior do país, atrás apenas da cidade do Rio de Janeiro, com 240 km de ciclovias.
        Outro exemplo de cidade sustentável na questão de investimentos em ciclovia, é a cidade do Rio de Janeiro, que desde a década de 90 vem implantando ciclovias, tendo atualmente a maior malha urbana do Brasil, entre ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas. Desde então, vem se percebendo o aumento crescente do uso de bicicletas na cidade. Pretende-se ainda, de acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, aumentar em 150 km a malha cicloviária do Rio de Janeiro.  
          

       No Brasil, verifica-se que são mais de 600 km de vias cicloviárias, o que em comparação com as 50 milhões de bicicletas ainda é muito pouco espaço. O Ministério das cidades, por meio do Programa Brasileiro de Mobilidade Bicicleta Brasil, vem incentivando o uso das bicicletas como meio de transporte nas cidades brasileiras. A ideia do governo, segundo o diretor do Departamento de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, é financiar projetos que incentivem o uso das bicicletas principalmente em pequenos deslocamentos.

Malha cicloviária nas capitais brasileiras:
- Rio de Janeiro - 240 km;
- Curitiba - 120 km de ciclovias implantadas, 22,5 km em construção em 2011 e 4 km de ciclofaixas;
- São Paulo – 47,2 km de ciclovias implantadas, 45 km de ciclofaixa e 15 km de faixas compartilhadas;
- Porto Alegre – 7,8 km de ciclovias implantadas e 9,4 km em construção até 2012;
- Florianópolis – 36,9 km de ciclovias implantadas;
- Belo Horizonte – 30 km de ciclovias implantadas e 10 km em construção;
- Vitória – 35 km implantados e 15 km em construção;
- Fortaleza – 25 km implantados;
- Recife – 21 km implantados;
- Cuiabá – 1,153 km implantados;
- Rio Branco – 60 km implantados;
- Boa Vista - 21 km implantados.

No âmbito internacional, a cidade de Copenhague, na Dinamarca, é exemplo mundial com relação às ciclovias. Grande parte da população as utiliza, e esse número tende a abranger metade da população até 2015. Isso se deve ao fato de a prefeitura ter investido fortemente em ciclovias por toda a cidade, aumentando a sensação de segurança no transito, e incentivando o uso de bicicletas. Toda a população se beneficia, pois há menos poluição e barulho, mais saúde e é mais viável para o meio ambiente. Florianópolis pode e deve adotar este exemplo como modelo a ser seguido.
        É desta forma que é necessário investir em leis que beneficiem o uso das bicicletas e incentivem a pratica ao esporte. Ainda, elevando o número de ciclovias, a quantidade de carros é reduzida reduzindo o tráfego urbano. Esse é um dos quesitos para termos uma melhor qualidade de vida e conscientização com o meio ambiente.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Vamos salvar o planeta

       O futuro dos nossos filhos está em nossas mãos. Vamos salvar o planeta através da sustentabilidade. 

Questão Esgoto em Florianópolis

No Sul da Ilha, praticamente não há um sistema de esgoto. Obras paradas por irregularidades deixam a população vulnerável a poluição das marés. No Norte, a estação dos Ingleses está desativada e 80% das casas não estão ligadas a uma rede coletora. No Leste, as estações funcionam, mas não atendem totalmente a demanda da população. As estações  da Vila União do Saco Grande e do Parque Tecnológico do João Paulo  estão funcionando, porém a estação da Vila atende somente 424 residências e a do Saco Grande e Parque Tecnológico não oferecem o serviço de tratamento aos moradores das redondezas. O uso de sistemas de tratamento próprio não é estimulado na Capital.
       
Existem sistemas de tratamento para água de reúso em grandes cidades que são interessantes como modelo, como o projeto do Rio de Janeiro, maior projeto de água de reuso do mundo. A água de esgoto tratada é mais barata que o tratamento de água convencional. Com o incentivo do governo pode ser utilizada para regar jardins e lavar calçadas, por exemplo. Apesar de existir programas de uso do esgoto doméstico como fertilizantes no Brasil,é necessário um tratamento específico para que o lodo doméstico fique livre de toxinas e poluentes e possa ter sua matéria orgânica e sua água reutilizados. Atitudes sustentáveis são extremamente úteis para a preservação do meio ambiente e o crescimento sustentável.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Propostas

- Pressionar o executivo para melhorar e ampliar a rede de esgoto na capital.
- Implantar as diretrizes do Plano de Resíduos Sólidos (Nacional, Estadual e Municipal).
- Promover a educação ambiental nas escolas e ambientes públicos.
- Implantar novas ciclovias, ligando os bairros ao centro. 

Ele vem pra resolver

       Alex quer levar a objetividade e a capacidade de realização da iniciativa privada para o ambiente político, com renovação e participação coletiva. A capacidade de regeneração do planeta já está esgotada em 20% e, se nada for feito, a natureza chegará aos seus limites biofísicos. O desenvolvimento sustentável não é apenas uma escolha, mas uma necessidade. 

Conheça Alex

       Alex Eckschmidt é engenheiro agrônomo e mestre pela federal de Santa Catarina. Pai de duas filhas, trabalha na área ambiental e em projetos de sustentabilidade. Em 2010 recebeu o prêmio Empreendedor do Ano, concedido pela Fundação Getúlio Vargas e pela revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios. Defendeu a adoção do ICMS ecológico pelo estado, ao mesmo tempo em que atuava em atividades que promoveram a conscientização ecológica nas praias da capital, trabalhando como voluntário em inúmeras ações de limpeza e educação ambiental.