O estudo comandado por Chris Thomas, biólogo
britânico da Universidade de Leeds, foi publicado na revista Nature. A pesquisa
reuniu o trabalho de vários pesquisadores do mundo, entre eles o da bióloga
brasileira Marinez Ferreira de Siqueira, do Centro de Referência em Informação
Ambiental de Campinas. Segundo o estudo, que prevê um aumento de 2°C na
temperatura média da Terra, 52% das espécies poderiam ser extintas, devido ao
desaparecimento de seus habitats naturais.
“A ação política global ainda sim poderia
salvar um número enorme de espécies, tomando em conta que existem grandes diferenças
nas extinções projetadas para aquecimento global
mínimo ou máximo.” - Marinez Ferreira de Siqueira (Bióloga e
Pesquisadora do Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) – Campinas).
A base
da pesquisa tomou a existência de uma ideia de como uma série de condições
(precipitação, temperatura, sazonalidade, etc.), poderiam influenciar na
sobrevivência de certo grupo de seres vivos. Em seguida, foram utilizados modelos de
condições futuras para permitir a identificação da possibilidade de algumas
espécies continuarem existindo.
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| Murici (Byrsonima coccolobifolia) |
“No pior dos cenários, isso poderia acabar acontecendo para 75 de um total de 163 espécies de árvores do Cerrado, como a douradinha (Palicourea rigida) ou o murici (Byrsonima coccolobifolia)." – Marinez Ferreira de Siqueira, ao analisar os efeitos das alterações climáticas nas árvores do Cerrado.
Entender como interagem as mudanças climáticas com a distribuição da espécie é apenas o começo. Segundo o Ambiente Brasil, os resultados obtidos são de extrema importância para a tomada de consciência da necessidade de investimento do país nessas áreas de pesquisa. O Brasil tem um vasto território e ainda existe muito a ser estudado. Proporcionar um desenvolvimento de ferramentas de análises e de ambientes computacionais para gerar uma base para tomada de decisão sobre conservação da biodiversidade brasileira é de extrema importância.

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