segunda-feira, 16 de julho de 2012

Questão Ciclovias em Florianópolis

                       
        O espaço onde é exclusivo para pessoas utilizarem bicicletas nas ruas é denominado Ciclovias. Existem diferentes terminologias para a Ciclovia, que também podemos chamar de Ciclofaixa ou Faixa compartilhada de acordo com suas características. As ciclovias são pistas totalmente separadas do tráfego geral e podem ser de um ou dois sentidos. As ciclofaixas são vias de mesmo sentido do tráfego geral, normalmente de mão única e separadas por uma faixa ou blocos de concreto. São denominadas faixas compartilhadas quando não há uma separação física, o que acontece é um alargamento da faixa geral de modo que comporte os automóveis e as bicicletas. São importantes para uma cidade pelo fato de protegerem os ciclistas, ajudar a reduzir o tráfego urbano de automóveis, elevar o índice de atividades físicas, fomentando a prática do esporte e consequentemente colaborando com a saúde da população. Ainda, a quantidade menos intensa de automóveis, colabora com a redução das emissões de gases poluentes, prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, entre eles os Gases de Efeito Estufa.
        Há poucas ciclovias na cidade de Florianópolis, e destas, a maioria está localizada no Centro da Cidade, na avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, mais conhecida como Beira-Mar Norte. Nas demais regiões da cidade, o número de ciclovias é ínfimo, e Florianópolis precisa urgente destas ciclovias que possam ligar os bairros ao Centro da Cidade.  Necessita-se de uma abrangência que consiga atender à população local e à demanda turística de pessoas que buscam cidades com mais recursos naturais e vias de transito mais seguras.
       Um exemplo de necessidade está entre as rodovias SC 405 que abrange o bairro do Rio Tavares até a avenida Osni Ortiga que liga o Campeche até a Lagoa da Conceição. Outra região com grande necessidade é a SC 401 que liga as praias do norte com o centro da cidade. Nesta rodovia, onde ocorre a prática do Iron Man (evento mundial de super triátlon), é lamentável a não existência de uma faixa única para as bicicletas. Outro ponto é a via de acesso que vai beirando o mar desde a praia Mole até os Ingleses, na rodovia João Gualberto Soares, onde a inexistência de ciclovias deixa os ciclistas em estado de insegurança.        Em comparação com outras cidades do Brasil, Curitiba é exemplo no quesito mobilidade urbana, a cidade possui mais ciclovias que a soma de São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte juntas e atende uma malha cicloviária de 120 km de ciclovias implantadas (22,5 km em construção em 2011); 4 km de Ciclofaixas de Lazer e 43 km projetados (que incluem as obras do eixo Aeroporto/Rodoferroviária e do Metrô Curitibano) sendo a segunda maior do país, atrás apenas da cidade do Rio de Janeiro, com 240 km de ciclovias.
        Outro exemplo de cidade sustentável na questão de investimentos em ciclovia, é a cidade do Rio de Janeiro, que desde a década de 90 vem implantando ciclovias, tendo atualmente a maior malha urbana do Brasil, entre ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas. Desde então, vem se percebendo o aumento crescente do uso de bicicletas na cidade. Pretende-se ainda, de acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, aumentar em 150 km a malha cicloviária do Rio de Janeiro.  
          

       No Brasil, verifica-se que são mais de 600 km de vias cicloviárias, o que em comparação com as 50 milhões de bicicletas ainda é muito pouco espaço. O Ministério das cidades, por meio do Programa Brasileiro de Mobilidade Bicicleta Brasil, vem incentivando o uso das bicicletas como meio de transporte nas cidades brasileiras. A ideia do governo, segundo o diretor do Departamento de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, é financiar projetos que incentivem o uso das bicicletas principalmente em pequenos deslocamentos.

Malha cicloviária nas capitais brasileiras:
- Rio de Janeiro - 240 km;
- Curitiba - 120 km de ciclovias implantadas, 22,5 km em construção em 2011 e 4 km de ciclofaixas;
- São Paulo – 47,2 km de ciclovias implantadas, 45 km de ciclofaixa e 15 km de faixas compartilhadas;
- Porto Alegre – 7,8 km de ciclovias implantadas e 9,4 km em construção até 2012;
- Florianópolis – 36,9 km de ciclovias implantadas;
- Belo Horizonte – 30 km de ciclovias implantadas e 10 km em construção;
- Vitória – 35 km implantados e 15 km em construção;
- Fortaleza – 25 km implantados;
- Recife – 21 km implantados;
- Cuiabá – 1,153 km implantados;
- Rio Branco – 60 km implantados;
- Boa Vista - 21 km implantados.

No âmbito internacional, a cidade de Copenhague, na Dinamarca, é exemplo mundial com relação às ciclovias. Grande parte da população as utiliza, e esse número tende a abranger metade da população até 2015. Isso se deve ao fato de a prefeitura ter investido fortemente em ciclovias por toda a cidade, aumentando a sensação de segurança no transito, e incentivando o uso de bicicletas. Toda a população se beneficia, pois há menos poluição e barulho, mais saúde e é mais viável para o meio ambiente. Florianópolis pode e deve adotar este exemplo como modelo a ser seguido.
        É desta forma que é necessário investir em leis que beneficiem o uso das bicicletas e incentivem a pratica ao esporte. Ainda, elevando o número de ciclovias, a quantidade de carros é reduzida reduzindo o tráfego urbano. Esse é um dos quesitos para termos uma melhor qualidade de vida e conscientização com o meio ambiente.

2 comentários:

  1. Eu venho trabalhar de vez em quando de bike, moro no Campeche e trabalho no Estreito, existe apenas um trecho com ciclovia, mas ela começa no nada e termina no nada, desta forma tenho que disputar espaço com os carros, principalmente no Rio Tavares e na 405, acabo optando mais por ir de carro do correr o risco de ser atropelado pelos carros ou motos, pois a lei que qualquer automóvel ao ultrapassar uma bicicleta deve manter uma distância mínima de 1,5 mts é ignorada pelos condutores de automóveis.
    Precisamos que antes das ciclovias que a lei seja cumprida e quem desrespeitar seja multado, só assim teremos uma maior segurança.
    Falta também divulgação em massa dessa lei e do respeito aos ciclistas.
    Xistho Almeida

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    1. Concordo plenamente contigo e me proponho, como vereador, estabelecer a cultura do transporte por bicicletas, o que inclui a conscientização da população como um todo com relação ao ciclista (leis, necessidades, etc).

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