quarta-feira, 18 de julho de 2012

Fatma confirma: as estações de esgoto da Casan não funcionam

Em Florianópolis, Há oito estações de tratamento de esgoto da Casan, porém nenhuma está tendo tratamento adequado, o que acaba acarretando na transformação destas em agentes poluidores. Isso foi confirmado em relatório, pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), no dia 29 de junho de 2012. Unidades são operadas clandestinamente, isto é, sem licença ambiental e estão ameaçando a saúde pública, a maricultura, a balneabilidade e a pesca. Os problemas foram constatados pelos engenheiros sanitaristas e ambientais da Fatma, Anderson Atkinson da Cunha, Bianca Damo Ranzi, Bruno Caviquioni Hillesheim e Wesley Cárdia, mais o geógrafo Carlos Eduardo Soares, nas vistorias realizadas entre os dias 26 de março e 22 de junho de 2012.
Apenas uma das nove estações de tratamento possui Licença Ambiental de Operação (LAO), mas se localiza no município de Rancho Queimado. Ou seja, nenhuma das unidades da Casan em Florianópolis funciona como deveria.
A ETE Canasvieiras se encontra em uma situação grave. Tem funcionado até agora com Licença Ambiental de Operação vencida. Obras de ampliação estão sendo executadas para receber, além de todo o esgoto de Canasvieiras, o esgoto da Praia Bava, Ingleses, Cachoeira do Bom Jesus e Jurerê.
Resumo dos problemas encontrados nas análises das ETEs que levam à promoção de crimes ambientais*:
- Faltam licenças ambientais (licenças de operação, instalação, obras, etc) – Todas menos a ETE  Rancho Queimado;
- Ausência de laboratórios de análises de operação e serviços rotineiros – Todas menos a ETE Canasvieiras, que tem, mas está abandonado;
- Vazamento e contaminação nas instalações e no meio ambiente (solo, águas e ar) – Todas as ETEs;
- Problema de operação funcional das etapas do tratamento, falta de periodicidade, material, controle, orientação operacional, qualificação do operador – Todas;
- Problemas de qualidade do Tratamento nas Etapas do Sistema – Todas;
- Problemas de Manutenção e Conservação de Equipamentos e Instalações – Todas;
- Problemas de Segurança no Trabalho, sem Manual de Emergência, equipamentos e instalações inadequadas, desqualificação do operador – Todas;
- Inexistência de uma etapa de tratamento, por falta de equipamento e instalações – Todas;
- Baixa qualidade do efluente líquido lançado em corpo hídrico (rio, lagoa, mar) – Todas;
- Baixa capacidade e inadequação do corpo hídrico receptor – Todas menos Barra da Lagoa, Praia Brava e Rancho queimado;
- Acima da capacidade de suporte das instalações existentes – Praia Brava, Canasvieiras e Insular;
- Localização, instalações e Tratamento inadequados do Lodo – Adensador e deságua – Todas menos Rancho Queimado, Vila União e Potecas;
- Ausência de equipamentos de reserva para operação – Praia Brava, Saco Grande, Lagoa, Canasvieiras e Insular;
- Localização da ETE em área inadequada ambientalmente – Rancho queimado, Saco Grande, Vila União, Insular;
- Problema de ruptura nas instalações e meio físico – Canasvieiras, Insular e Potecas;
- Animais, lixo e resíduos estranhos na ETE Praia Brava, Saco Grande, Barra da Lagoa, Canasvieiras e Insular;
- Abandono total da ETE Praia Brava;
- Ausência de funcionário – Praia Brava, Barra da Lagoa, Vila União, Rancho Queimado;
- Ligação clandestina, sem licença ambiental – Saco Grande.
*Por Loureci Ribeiro, arquiteto e urbanista em entrevista sobre o tema na TV Floripa

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