Debates sobre se Sandy seria ou não uma consequência do aquecimento global ganham espaço na imprensa norte-americana
Segundo o pesquisador José Marengo, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE, em uma palestra recente, é muito difícil dentro da ciência climática apontar as causas exatas para um fenômeno extremo, que geralmente é uma consequência da conjunção de fatores complexos.

“Vale destacar que todos os eventos climáticos são afetados pelas mudanças climáticas, já que ficam mais severos por ocorrer em situações mais úmidas e quentes do que o normal. Mas não dá para afirmar que sem o aquecimento global o Sandy não aconteceria”, completou.
“O que sabemos é que um oceano mais aquecido gera tempestades piores e neste momento a superfície do oceano ao redor da costa norte-americana está até 3°C acima da média”, explicou Kevin Trenberth, do Centro Nacional para Pesquisas Atmosféricas.
“Grandes eventos podem ter pequenas causas. Nesse caso, a causa imediata é mais provavelmente o alinhamento de uma tempestade tropical com uma extratropical, ambas bastante frequentes no Atlântico em outubro. Nada muito fora do comum. Não existem dados estatísticos que mostrem um aumento dos furacões nos últimos anos”, disse Martin Hoerling, meteorologista da NOAA.
Climatologistas estão mencionando ainda o fato de que 2012 foi marcado por eventos extremos incomuns, como a seca prolongada que ainda afeta a agricultura norte-americana e que provocou altas globais nos preços dos alimentos. Além disso, dados da NASA e da NOAA apontam que o ano está se consolidando como um dos mais quentes da história.
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