Há poucas ciclovias na cidade de
Florianópolis, e destas, a maioria está localizada no Centro da Cidade, na avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, mais conhecida como Beira-Mar
Norte. Nas demais regiões da
cidade, o número de ciclovias é ínfimo, e Florianópolis precisa urgente destas
ciclovias que possam ligar os bairros ao Centro da Cidade. Necessita-se
de uma abrangência que consiga atender à população local e à demanda turística
de pessoas que buscam cidades com mais recursos naturais e vias de transito
mais seguras.
Um exemplo de
necessidade está entre as rodovias SC 405 que abrange o bairro do Rio Tavares
até a avenida Osni Ortiga que liga o Campeche até a Lagoa da Conceição. Outra
região com grande necessidade é a SC 401 que liga as praias do norte com o
centro da cidade. Nesta rodovia, onde ocorre a prática do Iron Man (evento
mundial de super triátlon), é lamentável a não existência de uma faixa única
para as bicicletas. Outro ponto é a via de acesso que vai beirando o mar desde
a praia Mole até os Ingleses, na rodovia João Gualberto Soares, onde a
inexistência de ciclovias deixa os ciclistas em estado de insegurança. Em comparação com outras
cidades do Brasil, Curitiba é exemplo no quesito mobilidade urbana, a cidade
possui mais ciclovias que a soma de São Paulo, Porto Alegre e
Belo Horizonte juntas e atende uma malha cicloviária de 120 km de
ciclovias implantadas (22,5 km em construção em 2011); 4 km de Ciclofaixas de
Lazer e 43 km projetados (que incluem as obras do eixo
Aeroporto/Rodoferroviária e do Metrô Curitibano) sendo a segunda maior do país, atrás apenas da cidade do Rio
de Janeiro, com 240 km de ciclovias.
Outro exemplo de cidade sustentável na questão de
investimentos em ciclovia, é a cidade do Rio de Janeiro, que desde a década de
90 vem implantando ciclovias, tendo atualmente a maior malha urbana do Brasil,
entre ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas. Desde então, vem se
percebendo o aumento crescente do uso de bicicletas na cidade. Pretende-se
ainda, de acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, aumentar em 150 km a malha
cicloviária do Rio de Janeiro.
No
Brasil, verifica-se que são mais de 600 km de vias cicloviárias, o que em comparação
com as 50 milhões de bicicletas ainda é muito pouco espaço. O Ministério das
cidades, por meio do Programa Brasileiro de Mobilidade Bicicleta Brasil, vem
incentivando o uso das bicicletas como meio de transporte nas cidades
brasileiras. A ideia do governo, segundo o diretor do Departamento de
Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, é financiar projetos que
incentivem o uso das bicicletas principalmente em pequenos deslocamentos.
Malha cicloviária nas
capitais brasileiras:
- Rio de Janeiro - 240 km;
- Curitiba - 120 km de ciclovias implantadas, 22,5 km em construção em 2011 e 4 km de ciclofaixas;
- São Paulo – 47,2 km de ciclovias implantadas, 45 km de ciclofaixa e 15 km de faixas compartilhadas;
- Porto Alegre – 7,8 km de ciclovias implantadas e 9,4 km em construção até 2012;
- Florianópolis – 36,9 km de ciclovias implantadas;
- Belo Horizonte – 30 km de ciclovias implantadas e 10 km em construção;
- Vitória – 35 km implantados e 15 km em construção;
- Fortaleza – 25 km implantados;
- Recife – 21 km implantados;
- Cuiabá – 1,153 km implantados;
- Rio Branco – 60 km implantados;
- Boa Vista - 21 km implantados.
- Rio de Janeiro - 240 km;
- Curitiba - 120 km de ciclovias implantadas, 22,5 km em construção em 2011 e 4 km de ciclofaixas;
- São Paulo – 47,2 km de ciclovias implantadas, 45 km de ciclofaixa e 15 km de faixas compartilhadas;
- Porto Alegre – 7,8 km de ciclovias implantadas e 9,4 km em construção até 2012;
- Florianópolis – 36,9 km de ciclovias implantadas;
- Belo Horizonte – 30 km de ciclovias implantadas e 10 km em construção;
- Vitória – 35 km implantados e 15 km em construção;
- Fortaleza – 25 km implantados;
- Recife – 21 km implantados;
- Cuiabá – 1,153 km implantados;
- Rio Branco – 60 km implantados;
- Boa Vista - 21 km implantados.
No
âmbito internacional, a cidade de Copenhague, na
Dinamarca, é exemplo mundial com relação às ciclovias. Grande parte da
população as utiliza, e esse número tende a abranger metade da população até
2015. Isso se deve ao fato de a prefeitura ter investido fortemente em
ciclovias por toda a cidade, aumentando a sensação de segurança no transito, e
incentivando o uso de bicicletas. Toda a população se beneficia, pois há menos
poluição e barulho, mais saúde e é mais viável para o meio ambiente.
Florianópolis pode e deve adotar este exemplo como modelo a ser seguido.
É desta forma que é necessário investir em leis que beneficiem o uso das bicicletas e incentivem a pratica ao esporte. Ainda, elevando o número de ciclovias, a quantidade de carros é reduzida reduzindo o tráfego urbano. Esse é um dos quesitos para termos uma melhor qualidade de vida e conscientização com o meio ambiente.
É desta forma que é necessário investir em leis que beneficiem o uso das bicicletas e incentivem a pratica ao esporte. Ainda, elevando o número de ciclovias, a quantidade de carros é reduzida reduzindo o tráfego urbano. Esse é um dos quesitos para termos uma melhor qualidade de vida e conscientização com o meio ambiente.

Eu venho trabalhar de vez em quando de bike, moro no Campeche e trabalho no Estreito, existe apenas um trecho com ciclovia, mas ela começa no nada e termina no nada, desta forma tenho que disputar espaço com os carros, principalmente no Rio Tavares e na 405, acabo optando mais por ir de carro do correr o risco de ser atropelado pelos carros ou motos, pois a lei que qualquer automóvel ao ultrapassar uma bicicleta deve manter uma distância mínima de 1,5 mts é ignorada pelos condutores de automóveis.
ResponderExcluirPrecisamos que antes das ciclovias que a lei seja cumprida e quem desrespeitar seja multado, só assim teremos uma maior segurança.
Falta também divulgação em massa dessa lei e do respeito aos ciclistas.
Xistho Almeida
Concordo plenamente contigo e me proponho, como vereador, estabelecer a cultura do transporte por bicicletas, o que inclui a conscientização da população como um todo com relação ao ciclista (leis, necessidades, etc).
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